"Decidimos com a vocação de servir à HISTÓRIA, não às paixões do nosso tempo", essas foram as palavras do excelentíssimo Ministro do STF José Antônio Dias Tóffoli um pouco antes de proclamar seu voto no julgamento da constitucionalidade da Lei Ficha Limpa. Ele naquele momento empatava a decisão Supremo (empate este, que seguiria até o fim).
Sempre fui um admirador das frases feitas, citações, frases de impacto ou similares e há muito eu não ouvia uma frase tão bem colocada para o momento. Tóffoli disse em alto e bom tom com a frase que proclamou que eles, ali estavam para tomar uma decisão que iria ser seguida por bastante tempo, assim sendo que iria ser cumprida no tecer da linha da história durante os anos e que por isso ele não poderiam deixar-se levar pelas "paixões do tempo presente", ou seja, pela comoção popular em aprovar a lei. Ao empatar o STF, decidiu não decidir, mas não declarou a inconstitucionalidade da Lei em questão. Alguns ministros deixaram-se levar "pelas paixões do tempo" e votaram a favor da Lei, esquecendo talvez que a Constituição Federal (aquela mesma que eles são os responsáveis maior por interpretá-la) afirma que a Lei eleitoral nãos será aplicada na eleição que ocorrer até um ano da sua promulgação (art. 16, salvo engano).
É óbvio que sou absolutamente contra a cadidatura do Sr. Roriz (sujeito do recurso que estava sendo julgado pelo Supremo), mas não acho que seja plausível passar por cima da Lei maior desse país, apenas para evitar que a povo tome uma decisão equivocada ao decidir pelos seus representantes. "O povo tem aquilo que faz por merecer", oras se a população do DF, queria eleger o candidato Roriz, mesmo não sendo segredo pra ninguém que ele é cheio de problemas com a Justiça, que deixassem ele ser eleito e que a população assumisse as consequências dessa decisão. Ao Supremo cabia respeitar a Constituição e só.
Afirmo novamente, sou totalmente contra o candidato em questão (opinião estritamente pessoal), mas negá-lhe o direito de candidatar-se, esquecendo de vários direitos da Constituição, abre um precedente perigoso, para o futuro do país! Servir às paixões do povo e não à História poderá trazer uma insegurança jurídica absolutamente desnecessária à nação. E o Supremo ao esquecer que deve seguir a Carta Magna do país terá sérias questões a responder num futuro breve. Mas no final das contas a História dirá o quão errada, ou quem sabe, talvez, acertada, foi a decisão da Corte maior do país.
Ps. Hoje começam as aulas! Vou ter mais uma vez a oportunidade de fazer as coisas certas, parar de cometer erros e formar de uma vez. Já tô cansando de começar e não terminar. E por cometer erros estritamente meus. Tá na hora de formar! Uma nova fase e uma nova oportunidade de fazer direito! Já errei muito e errei feio, agora tá na hora de acertar, porque afinal "A vida não tem bis"
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